Início

[CEAC – 2o ano] Segregagação socioespacial, especulação imobiliária

Deixe um comentário

Textos para aprofundamento da matéria. Acesse os links abaixo:

O que é especulação imobiliária? 

Efeitos da especulação imobiliária nas cidades

Segregação Urbana

 

[CEAC – 1o ano] tutorial para elaboração de climograma no excel / aula sobre climas em power point

Deixe um comentário

Segue abaixo uma vídeo-aula para auxiliar os alunos que estão com dificuldades com o trabalho de construção de climogramas.  Aproveito e disponibilizo também os slides da aula que tivemos na sala de vídeo. Conteúdo destinado aos alunos das turmas 1001, 1002 e 1003 do C.E Amaro Cavalcanti.

 

[CEAC – 1o e 2o ano] trabalho de recuperação, segunda chamada

Deixe um comentário

Os alunos que atingiram grau inferior a 5 (cinco) pontos no primeiro bimestre devem fazer a recuperação paralela, que será dividida em duas etapas:

Trabalho de pesquisa com valor de 5 pontos;

Uma prova discursiva com valor de 5 pontos (sem consulta) com previsão para maio.

A nota da recuperação substitui a nota do bimestre, caso seja superior.

Alunos que atingirem grau igual ou superior a 5 (cinco) pontos com o trabalho de pesquisa estão dispensados da prova.

Temas para pesquisa:

Para o primeiro ano: História da Cartografia

Para o segundo ano: A atualidade do pensamento de Milton Santos

Normas para elaboração dos trabalhos:

  • trabalho entregue manuscrito ou em fonte arial 12
  • mínimo de três e máximo de cinco folhas
  • Pode ser enriquecido com figuras (mapas, fotos, etc)
  • Necessário que contenha bibliografia (mínimo de três fontes diferentes) – clique aqui para ver como se faz bibliografia
  • Capas, encadernação: opcional

Data de entrega:

Pessoalmente nos dias 24 ou 26 de abril (segunda ou quarta) 

por e-mail (danielcpacheco@yahoo.com.br) até o dia 26 de abril

Segunda Chamada: dia 24 de abril 

Somente com atestado

Prova discursiva. Favor levar uma folha de papel almaço.

[CEAC – 2o ano] Globalização e blocos econômicos

Deixe um comentário

GLOBALIZAÇÃO – Tendência pela qual o mundo todo vem passando nos últimos anos e que objetiva a constituição de um amplo mercado de dimensões planetárias, explorado pelas grandes corporações transnacionais. As fronteiras nacionais, por conta da maior liberdade comercial e também pelo avanço das novas tecnologias de difusão das informações, passariam a não mais serem obstáculos para os fluxos econômicos globais. É um fenômeno observado na necessidade de formar uma Aldeia Global […].A rigor, as sociedades do mundo estão em processo de globalização desde o início da História. Mas o processo histórico a que se denomina Globalização é bem mais recente, datando (dependendo da conceituação e da interpretação) do colapso do bloco socialista e o conseqüente fim da Guerra Fria (entre 1989 e 1991), do refluxo capitalista com a estagnação econômica da URSS (a partir de 1975) ou ainda do próprio fim da Segunda Guerra Mundial. As principais características da globalização são a homogeneização dos centros urbanos, a expansão das corporações para regiões fora de seus núcleos geopolíticos (transnacionais), a revolução tecnológica nas comunicações e na eletrônica (Revolução técnico-científica), a reorganização geopolítica do mundo em blocos comerciais regionais (não mais ideológicos), a hibridização entre culturas populares locais e uma cultura de massa supostamente “universal”, entre outros. (Wikipedia, 2007). Na realidade, sob um novo rótulo, encontra-se um processo muito antigo, que continua a se expandir. A Globalização é um processo pelo qual o espaço mundial adquire unidade. O ponto de partida desse movimento remonta às grandes navegações européias do séc. XV, que conferiram unidade à aventura histórica dos povos e configuraram, na consciência dos homens, a imagem geográfica do planeta. Entretanto, os fatores que contribuíram para que o processo de globalização se intensificasse são decorrentes do “encurtamento de distâncias” no planeta, promovido pela extraordinária evolução dos sistemas de transporte e comunicações. Esta evolução está totalmente inserida no contexto da Terceira Revolução Industrial, ou Revolução TécnicoCientífica. Em suma, vale lembrar esse processo de integração mundial chamado globalização não é só econômico. Ele tem ao mesmo tempo uma dimensão política, social e cultural enraizadas em seu processo.

Revolução Técnico-científica – O setor mais importante dessa revolução é certamente a indústria da informática, como surgimento dos softwares e o avanço no armazenamento e processamento de informações por redes digitais e cabos de fibras ópticas. A informática invadiu bancos, Bolsas de Valores, hospitais, repartições públicas, escolas, fábricas, lojas e supermercados e até mesmo a nossa casa. Isto contribuiu para o inevitável avanço das telecomunicações e setores como a biotecnologia. Além destes, os meios de transporte também são beneficiados, proporcionando uma velocidade cada vez maior de deslocamento a grandes distâncias. Podemos dizer que o avanço deste conjunto de técnicas combinadas é responsável pelo encurtamento das distâncias e pela eliminação de fronteiras através dos fluxos das redes mundiais. Porém, os lugares que apresentam as melhores infraestruturas e o maior poder aquisitivo são privilegiados. Estes lugares estão sobretudo nas cidades globais, localizadas predominantemente nos países desenvolvidos.

A mundialização do capital e o papel das transnacionais -A globalização é o atual momento da expansão capitalista. Pode-se dizer que ela está para o capitalismo informacional assim como o colonialismo esteve para sua etapa comercial ou o imperialismo para o final da fase industrial e início da financeira. Trata-se de uma expansão que visa aumentar os mercados e, portanto, o lucro, o que de fato move os capitais, tanto produtivos como especulativos, no mercado mundial.

– capitais especulativos: de curto prazo, conhecidos como smart money (dinheiro esperto) ou hot money (dinheiro quente), ávidos por lucratividade e movimentam-se com grande rapidez no sistema financeiro.

– capitais produtivos: a entrada destes capitais é mais demorada, pois são investimentos de longo prazo, por isso são menos suscetíveis às oscilações do mercado. As empresas transnacionais são consideradas as principais responsáveis pela mundialização dos capitais produtivos, constituindo-se num grande símbolo da globalização do capital.

A Terceira Revolução Industrial – No pós-Segunda Guerra Mundial, embalados pelo auxílio econômico do Plano Marshall e de acordos bilaterais, os aliados dos Estados Unidos na Europa e na Ásia cresceram aceleradamente. Movidas por acirrada concorrência, as empresas dos EUA, do Japão e da Europa Ocidental fizeram um grande esforço visando à introdução de novas tecnologias, principalmente daquelas aplicadas ao processo produtivo, tais como a informática e a robótica. Isso possibilitou uma crescente elevação dos índices de produtividade dessas economias, tornando-as mais competitivas. Evidentemente, para alcançar esse novo patamar tecnológico houve um esforço conjunto entre as empresas e os Estados em que elas estavam sediadas no sentido de se investir maciçamente em pesquisa e desenvolvimento e na elevação dos níveis de qualificação de mão-de-obra. A essas novas tecnologias e às mudanças radicais que elas estão provocando, não só do ponto de vista socioeconômico, mas também cultural, dá-se o nome de Terceira Revolução Industrial, ou Revolução Técnico-científica ou, ainda, Revolução Informacional. É o capitalismo adentrando seu atual período técnico-científico, no dizer do geógrafo Milton Santos, ou em sua etapa informacional, segundo definição do sociólogo Manuel Castells. Os países líderes desse processo que está em curso são os Estados Unidos e o Japão, seguidos de perto pela União Européia, bloco em que se destacam a Alemanha, a França e o Reino Unido.

MOREIRA e SENE. Geografia Geral e do Brasil, espaço geográfico e globalização. São Paulo, 2005

4- CARACTERÍSTICAS DA ECONOMIA GLOBAL A partir da segunda metade do século XX, as empresas industriais, comerciais e de prestação de serviços (bancos, hotéis, redes de restaurantes, companhias de telecomunicações etc.) começaram a instalarem filiais em vários países do mundo, num processo que ficou conhecido como mundialização ou internacionalização do capital e da produção. O processo de expansão do capitalismo constituiu a chamada economia global, que influenciou diversos países e se caracteriza pelo seguinte:

  • Crescimento do comércio internacional – O fluxo de mercadorias entre os países foi multiplicado por seis entre 1975 e 1995. Nos últimos anos, produtos originários de vários lugares do planeta podem ser encontrados no mercado interno dos países. Entretanto, cerca de dois terços do fluxo mundial de mercadorias ocorre entre os países desenvolvidos, que têm maior capacidade de consumo. Uma decisão política ou econômica tomada em qualquer ponto do planeta pode provocar reações em todo o mundo. Por exemplo, se o banco Mundial eleva a taxa de juros de empréstimos, todos os países que têm dívida externa são prejudicados.
  •  Mundialização da produção – Grande parte da produção e do comércio mundiais é controlada por empresas que têm sedes nos países desenvolvidos. Essas empresas têm filiais em vários países dos cinco continentes e se beneficiam da mão-de-obra barata, das matérias-primas, dos mercados consumidores, da redução de impostos oferecidos pelos governos locais e da ausência de legislação e fiscalização rigorosas, principalmente nos países subdesenvolvidos. A busca por maiores lucros leva as empresas transnacionais a produzir componentes de um produto no país ou na região onde as condições lhes sejam mais favoráveis. Assim, um automóvel, por exemplo, pode ter as peças fabricadas em vários países e ser montado em outro. È a fábrica global. Na economia global, as atividades desenvolvidas pelos mais variados tipos de trabalhadores exigem cada vez mais criatividade e qualificação. As empresas modernas querem funcionários capazes de se adaptar às novas tecnologias introduzidas no processo de produção. As jornadas de trabalho e os salários estão mais flexíveis. A carga horária perde em importância para a qualidade do trabalho e os pagamentos são efetuados de acordo com a produtividade de cada trabalhador.
  •  Rápida expansão dos fluxos financeiros – Bilhões de dólares são movimentados pelo mundo todos os dias, como investimentos em bolsas de valores ou pagamentos por mercadorias o serviços. Com o desenvolvimento da informática e dos meios de comunicação, as transnacionais realizam-se de forma mais rápida.  Crescente importância da tecnologia – O desenvolvimento tecnológico nas áreas de informática e telecomunicações permite que uma pessoa receba informação em tempo real em qualquer ponto do planeta. A expansão das telecomunicações foi possível graças à construção de satélites e à criação e instalação de fibras ópticas, que são cabos que transmitem dados a uma altíssima velocidade.
  •  Sociedade global – A grande circulação de informações, mercadorias e pessoas fez surgir uma sociedade em que determinados valores são globais. Há uma padronização das formas de trabalho, da produção e do consumo. Milhares de pessoas do planeta alimenta-se nas mesmas redes de restaurantes, bebem os mesmos refrigerantes, ouvem as mesmas músicas e assistem aos mesmos filmes. Contudo, cabe destacar que a globalização é seletiva, beneficiando alguns lugares do planeta e determinadas sociedades ou grupos sociais. Milhões de pessoas ainda estão excluídas desse processo.
  • Nova Ordem Multipolar – Hoje no mundo multipolar pós-guerra fria, o poder é medido pela capacidade econômica do país, que envolve disponibilidade de capitais, avanço tecnológico, mão-de-obra qualificada e nível de produtividade. Isso explica a emergência de Japão e Alemanha como potencias, e ao mesmo tempo, a decadência da Rússia. Embora a Rússia seja dona de em poderoso arsenal nuclear, o setor industrial é obsoleto e pouco produtivo, e o país se encontra em crise social, política e econômica. A China possui uma economia que mais cresce no planeta, isso porque: possui a maior população do mundo, e portanto, um grande mercado consumidor; além de muita mão-de-obra barata, oferecendo facilidades para atração de capitais estrangeiros. Apesar disso também enfrenta sérios problemas internos, principalmente políticos. Assim, podemos afirmar que os países mais poderosos do mundo hoje são os Estados Unidos, Japão e Alemanha.
    Outro aspecto de importância é a tendência da globalização em suas várias facetas, tanto em sentido mundial como regional.

O BRASIL E O BRIC Fonte: Atualidades, Vestibular + ENEM 2011. São Paulo: Ed. Abril, 2010. pág. 128-133.

Com uma economia em franca expansão, o Brasil ganha influência no cenário mundial e integra o grupo de países emergentes que podem se tornar a maior força econômica do mundo. Embora possua um território de dimensões continentais, riquezas naturais invejáveis e a quinta maior população do mundo, o Brasil sempre exerceu papel secundário no cenário internacional. Mas essa situação começou a mudar nos últimos anos, e o país passou a ocupar um lugar de maior destaque nas grandes questões da atualidade. No front econômico, o Brasil consolida a sua influência mundial como o principal exportador de commodities (matérias-primas). Com a descoberta de enormes reservas de petróleo em camadas profundas (pré- sal), a expectativa é a de que o país também se torne um grande fornecedor de energia. Na última década, ao lado da estabilização financeira, que converteu o Brasil num destino seguro e desejado para o capital estrangeiro, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro esteve em franca expansão até a eclosão da crise mundial, no fim de 2008 – mas o impacto no país foi considerado modesto, e a expectativa de 2010 foi de crescimento de 5%. O reconhecimento externo da importância econômica do Brasil cristalizou-se com a inclusão do país num seleto grupo de nações emergentes que vem dando o que falar na imprensa mundial: o Bric, nome formado pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China. À medida que amplia a sua participação na economia global, o país busca maior projeção política. Além de ser um dos líderes do movimento pela reforma do Conselho de Segurança da ONU, o ex-governo Lula veio assumindo a dianteira na campanha pela maior liberalização do comércio mundial. Nas crises regionais, o Brasil também marca presença ao chefiar desde 2004 a missão da paz da ONU no Haiti. Em 2010, a diplomacia brasileira deu um passo ambicioso, ao tentar mediar o impasse nuclear envolvendo o Irã e as potências ocidentais. Depois, entrou em choque direto com os Estados Unidos, ao votar contra as novas sanções aprovadas na ONU contra o Irã.

Nasce o Bric

Em 2001, quando o economista Jim O’Neill, chefe de pesquisa em economia global do banco Goldman Sachs, debruçou-se sobre os principais dados econômicos desses quatro grandes países emergentes, percebeu que eles se destacavam dos demais. Não apenas porque Brasil, Rússia, China e Índia são países grandes e populosos; nem somente porque apresentavam economia em rápido crescimento. O que chamou sua atenção foi a constatação – com base em projeções demográficas e econômicas – de que o grupo, quando somado, poderia representar em 2050 a maior força econômica do planeta, suplantando os Estados Unidos, o Japão e os membros da União Europeia. O economista juntou os quatro países e criou um bloco que não existia. Para nomeá-lo, ele concebeu um acrônimo, ao pegar emprestado de cada país a sua letra inicial: Bric. Acrônimo é o nome que se da a uma palavra que surge quando se juntam uma ou mais letras iniciais de um conjunto maior com o objetivo de simplificar a comunicação. Pode “pegar” ou não, dependendo da sua adequação ou originalidade. E chamar os quatro grandes emergentes de Bric’s caiu no gosto de jornalistas e economistas, e dos próprios governos desses países, que em junho de 2009 realizaram sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, na Rússia, e emitiram uma declaração conjunta, pedindo o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar.

Consumo interno

A expectativa para a próxima década é de expansão da classe média na área do Bric e em larga medida, a força do Bric provem da enorme fatia da população mundial concentrada nos quatro países. Neles vivem 2,7 bilhões de habitantes, o equivalente a 40% da humanidade. A grande maioria contingente e de chineses e indianos, os países com as mais aceleradas taxas de crescimento econômico entre as grandes economias. O Bric também possui um território enorme. Somada, a área dos quatro países representa um quarto das terras do planeta. Nesse vasto território, há muita riqueza, como petróleo (Rússia e Brasil), produtos agrícolas (Brasil), mão de obra farta e barata (China) e potencial para o desenvolvimento de mais produtos com as inovações científicas e tecnológicas (China e Índia). De acordo com um informe publicado em 2010 pelo Goldman Sachs, a expansão da classe média no Bric, especialmente na China e na Índia, orientara o mercado mundial, já que o perfil de consumo dessa classe social difere daquele típico das camadas mais pobres – no qual o peso do gasto com comida e roupa é proporcionalmente bem mais elevado do que com educação ou lazer.

GLOBALIZAÇÃO E OS ORGANISMOS INTERNACIONAIS

As fronteiras nacionais no mundo globalizado têm sido ultrapassadas por outras fronteiras mais amplas, mais abrangentes: as fronteiras supranacionais dos organismos internacionais de financiamento, empresas transnacionais e blocos econômicos, que agem no território do Estado-nação ultrapassando suas fronteiras e pondo em xeque a própria soberania do Estado. Além de organismos com fins econômicos, temos também os organismos com fins humanitários, como A ONU.

– FMI (Fundo Monetário Internacional): surgiu na conferência de Bretton Woods em 1944 e começou a funcionar em 1945. Está sediado em Washington e seus objetivos são promover a cooperação monetária internacional, favorecer a expansão e o desenvolvimento do comércio internacional e dar assessoria aos países membros que enfrentam dificuldades financeiras. O FMI age sob a ótica do neoliberalismo. Uma das exigências impostas por esse organismo é a adoção de práticas econômicas liberais para quem recorre a ele. Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido são os maiores acionistas do fundo.

– Banco Mundial: também originado na conferência de Bretton Woods. Tem sede em Washington e é composto pelos mesmos países do FMI. Porém, enquanto o FMI se encarrega de preservar o sistema financeiro internacional, o Banco Mundial se encarrega de estabelecer projetos que visam o desenvolvimento e melhores condições de vida. A diminuição da pobreza é o seu principal objetivo. O Banco mundial começou seus trabalhos em março de 1946, através do BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento). Hoje é formado por mais quatro instituições além do BIRD: Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), Corporação Financeira Internacional (CFI), Agência Multilateral de Garantia de Investimento (AMGI) e Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (Ciadi).

– GATT e OMC: o GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio) foi um acordo provisório que entrou em vigor em janeiro de 1948, durando até 1995, quando se tornou a Organização Mundial de Comércio (OMC). Existem algumas diferenças básicas entre GATT e OMC. O primeiro era só um ‘acordo provisório’, a OMC é uma ‘organização mundial’. Quando o GATT foi criado, o comércio mundial era dominado por bens e produtos (agrícolas, minerais, industriais). Com o passar do tempo a economia mundial ficou mais complexa. O comércio mundial de serviços (transporte, turismo, telecomunicações) e de ideias (livros, patentes), classificadas como propriedades intelectuais, tornou-se extremamente importante. Nesses setores, a OMC ampliou o GATT, que foi extinto como órgão, mas teve preservados seus acordos para o comércio de bens e produtos, fazendo parte dos tratados da OMC. Em suma, a OMC tem status permanente, é uma organização internacional (como o FMI e o Banco Mundial) e suas resoluções têm base legal, visto que seus membros concordam em seguir as regras estabelecidas.

– ONU: A ONU foi criada em 1945, na conferência de San Francisco. Foi criada com o objetivo de preservar a paz mundial e desenvolver relações de cooperação entre os povos. A Assembléia Geral e o Conselho de Segurança são os dois órgãos de deliberação das Nações Unidas. Na Assembléia Geral, cada Estado dispõe de um voto e as decisões são tomadas por maioria simples. No que concerne às questões de paz e segurança, a Assembléia Geral está limitada a produzir recomendações, pois a tomada de decisões é atribuída ao Conselho de Segurança. O Conselho de Segurança é composto por 5 membros permanentes e 10 rotativos, eleitos pela Assembléia Geral. Os membros permanentes – Estados Unidos, Rússia, China, Grã-Bretanha e França – dispõem de direito de veto. As decisões dependem de uma maioria de 9 votos e da inexistência de 1 veto. Embasada na doutrina Bush, a invasão do Iraque em 2003 desencadeou a crise da ONU. O ataque norte-americano ao Iraque tinha o apoio da Grã-Bretanha, mas enfrentava a oposição dos outros 3 membros permanentes do Conselho de Segurança e a resolução elaborada por Washington não reuniria os 9 votos necessários para aprovação. A operação militar foi deflagrada à revelia da ONU. A articulação da França, Rússia e China para bloquear a resolução proposta por Washington revelou a instabilidade da ordem mundial. O desrespeito ao Conselho de Segurança, pela maior potencia do mundo, atingiu a crdibilidade do sistema global de segurança coletiva.

– INTEGRAÇÃO E BLOCOS ECONÔMICOS

Na economia-mundo há uma grande ampliação das trocas comerciais internacionais. Por causa dessa forte integração, alguns países procuram agrupar-se para enfrentar melhor a concorrência no mercado mundial globalizado. A formação de blocos econômicos é uma regionalização dentro do espaço mundial, mas também uma forma de aumentar as relações em escala global, pois, ao participar de um bloco, um país tem acesso a vários mercados consumidores, dentro e fora de seu bloco. Os principais blocos regionais são: União Europeia, Mercosul, Nafta e Apec. Na formação dos blocos econômicos existem etapas distintas que determinam o nível de integração dos países membros. As etapas de integração econômica se constituem em cinco: a zona de livre comércio, a união aduaneira, o mercado comum, a união monetária e a união política.

  •  Zona de Livre Comércio: nesta, as mercadorias circulam livremente entre os países membros. As tarifas alfandegárias são eliminadas, há flexibilidade nos padrões de produção, controle sanitário e de fronteiras. O NAFTA encontra-se neste estágio.
  •  União Aduaneira: além da eliminação de tarifas ocorrida na Zona de Livre Comércio, existe aqui a adoção de uma tarifa externa comum (TEC), adotada para as relações com outros países fora do bloco. O Mercosul encontra-se neste estágio.
  •  Mercado Comum: além da TEC e da livre circulação de mercadorias, existe aqui a livre circulação de capitais, serviços e pessoas. É comum a padronização de impostos para a população, empresas, leis trabalhistas, ambientais, etc.
  •  União Monetária (Econômica): engloba todas as características anteriores com a adição de uma moeda comum (emitida por um único Banco Central). Há também a padronização de políticas macroeconômicas para todos os países. O único bloco que atinge esse nível de integração é a União Europeia. Cabe ao Banco Central Europeu a emissão da moeda única utilizada.
  •  União Política: é a etapa mais avançada da integração. Além de todas as características anteriores engloba a unificação das políticas de relações internacionais, defesa, segurança interna (terrorismo, narcotráfico) e segurança externa (guerras). A União Europeia planeja chegar a este patamar.

[CEAC – 2o ano] Geopolítica, Guerra Fria, IDH e regionalização do mundo

Deixe um comentário


Resumo da matéria do primeiro bimestre, juntamente com o primeiro texto sobre capitalismo

SISTEMA SOCIALISTA

  • Estatização – As terras e os meios de produção devem pertencer ao Estado, que também passa a controlar e a definir o salário dos trabalhadores.
  • Economia Planificada – As atividades econômicas devem seguir uma planificação idealizada e executada pelo Estado, que decide o que e como produzir.
  • Pleno emprego – Para executar suas várias funções e diminuir as desigualdades sociais, o Estado cria um imenso quadro de funcionários, garantindo emprego a todos.
  •  Relação Social – O objetivo é eliminar as diferenças sociais, gerando uma melhor distribuição da renda.

GUERRA FRIA

Ordem Bipolar – Por serem superpotências econômicas e militares, EUA e URSS influenciavam outras nações, que a eles se aliaram na formação dos dois grandes blocos que polarizaram a economia e a sociedade do pós – segunda guerra. A disputa entre os EUA, representante do mundo capitalista e a URSS, líder do bloco socialista, ia desde aspectos ideológicos, políticos e econômicos, até conflitos regionais em que cada superpotência apoiava um dos lados envolvidos como forma de afirmar sua superioridade. Dentre as principais manifestações de disputa entre as potências capitalista e socialista, estavam a corrida armamentista nuclear e a corrida espacial. Essa situação perdurou até a década de 1990.

01-mapa-mundi

Muro de Berlim – Em 1949, como conseqüência da bipolarização, os países da Europa alinharam-se em dois blocos: a Europa Ocidental capitalista, sob a influencia dos EUA, e a Europa Oriental socialista, sob a influência da URSS e em 1961 foi construído o muro de Berlim.

alemanha

A partir de 1990, praticamente todos os países do bloco socialista passaram a adotar o capitalismo. Atualmente, praticamente somente China, Cuba e Coréia do Norte continuam socialistas, embora incluam em sua economia algumas características do capitalismo. Com o fim da União Soviética em 1991 e a conseqüente dissolução do socialismo, os Estados Unidos viram-se transformados em “vencedores” da Guerra Fria, assumindo o papel de grande potência mundial. Porém, apesar do grande poderio norte-americano, Japão e Alemanha (reunificada) também apareciam como pólos da economia mundial, formando uma nova era multipolar, em detrimento da bipolaridade outrora existente. Desta forma, temos o mundo sob a influência de três grandes pólos, os EUA, o Japão e a Europa, representada pela União Européia, tendo Alemanha, França e Reino Unido como sustentáculos econômicos.

O FIM DA GUERRA FRIA Muito se discute sobre uma possível data que marque o fim da Guerra Fria, o fato é que uma série de acontecimentos desencadearam a dissolução do conflito Leste x Oeste. A falta de democracia, o atraso econômico e a crise nas repúblicas soviéticas acabaram por acelerar a crise do socialismo no final da década de 1980. Em 1989 cai o Muro de Berlim e as duas Alemanhas são reunificadas. No começo da década de 1990, o então presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev começou a acelerar o fim do socialismo naquele país e nos aliados. Com reformas econômicas, acordos com os EUA e mudanças políticas, o sistema foi se enfraquecendo. Era o fim de um período de embates políticos, ideológicos e militares. O capitalismo vitorioso, aos poucos, iria sendo implantado nos países socialistas. Os Estados Unidos assumiram o papel de única superpotência, os conflitos étnicos e nacionais ressurgiram com força total, e o poder não é mais de quem tem armas mais poderosas, mas de quem tem a economia mais forte. Veremos a seguir alguns fatores responsáveis pelo fim da bipolaridade mundial. A crise da URSS A economia soviética teve um considerável sucesso no período em que o mundo guiava-se pelos padrões tecnológicos estabelecidos pela II Revolução Industrial (industrias de siderurgia, química, petrolífera, aeronáutica, naval, etc). Isto colocou a URSS em igualdade com as economias capitalistas e em alguns momentos à frente, como o lançamento do primeiro satélite Sputnik I, em 1957, e o primeiro homem em órbita ao redor da Terra, Iúri Gagárin, em 1961. Guiados pelo padrão tecnológico da II Revolução Industrial, a URSS priorizou indústrias de bens de produção e de capital, com grande prioridade para a indústria bélica. Isto porém virou um problema na medida em que as indústrias de bens de produção não possuíam os devidos investimentos, gerando um grande descompasso econômico, com produções excessivas de ferro e aço de um lado, e a carência de eletrodomésticos e automóveis de outro. O quadro crítico acentua-se a partir da década de 1970, com a chamada Terceira Revolução Industrial, que demanda altos investimentos em pesquisa e tecnologia favorecendo o crescimento de setores como a informática e a robótica (estes exigem uma economia mais dinâmica, baseada numa economia de mercado). ( ver texto “A Terceira Revolução industrial” no capítulo 8) A URSS começa a se defasar econômica e tecnologicamente em meados de 1970, sendo reconhecida apenas por seu poderio militar, seu arsenal nuclear e sua capacidade de destruição em massa. Graças a seu baixo dinamismo econômico, sua produtividade industrial não acompanhava nem de longe os avanços dos países capitalistas desenvolvidos mais competitivos. Seu parque industrial, sucateado, era incapaz de produzir bens de consumo em quantidade e qualidade suficientes para abastecer a própria população. As filas intermináveis eram parte do cotidiano dos soviéticos e o descontentamento se generalizava. A situação agravasse nos anos 80, com o governo norte-americano de Ronald Reagan, que aumentou os orçamentos com defesa. Como a União Soviética não tinha mais condições de continuar com a corrida armamentista, os acordos de paz entre as duas superpotências tornaram-se necessários. Foi com essa missão que Gorbachev chegou, em 1985, à liderança da URSS. A era Gorbachev (1985-1991) e o fim da União Soviética Sua plataforma política defendia a necessidade de reformar a União Soviética, para que ela se adequasse à realidade mundial. Em seu governo, uma nova geração de políticos se firmou, e impulsionou a dinâmica de reformas na URSS e a aproximação diplomática com o mundo ocidental. Dentre as reformas propostas por Gorbachev, temos a Perestroika e a Glasnost: – Perestroika (reestruturação): série de medidas de reforma econômicas. Para Gorbatchov, não seria necessário erradicar o sistema socialista, mas uma reformulação deste seria inevitável. Para tanto, ele passou a diminuir o orçamento militar da União Soviética, o que implicou em diminuição de armamentos. Além disso, era preciso acabar com a ditadura, desmontando o aparelho repressor erigido na era Stálin. – Glasnost (transparência) : visava a “liberdade de expressão” à imprensa soviética e a transparência do governo para a população, permitindo o pluripartidarismo e retirando a forte censura que o governo comunista impunha. Esta abertura política desencadeou uma série de movimentos separatistas na URSS, levando à sua completa fragmentação política. Gorbachev sofreu um golpe de Estado, liderado pelos comunistas conservadores, porém, o golpe fracassou e Mikhail foi reconduzido ao poder com o apoio de Boris Yeltsin. No entanto, o poder central se enfraqueceu, visto que as repúblicas – uma a uma – proclamavam sua independência política. A cartada final ocorreu em dezembro de 1991, quando a própria Rússia, sustentáculo da União Soviética, proclamou a sua independência. Com o fim da União Soviética um novo acordo foi firmado (acordo de Minsk), originando a CEI (Comunidade dos Estados Independentes), composto pelas antigas repúblicas soviéticas, exceto Estônia, Letônia e Lituânia. Boris Yeltsin foi eleito o novo presidente, renunciando em dezembro de 1999. Em seu lugar, Vladimir Putin foi eleito em março de 2000. Hoje a Rússia sofre graves problemas com desemprego e baixo crescimento econômico, resultados da tumultuada transição do socialismo para o capitalismo. O PIB só veio a crescer significativamente a partir de 1999. Um dos grandes problemas enfrentados hoje é o grande número de movimentos separatistas dentro do seu território.

OS TRÊS MUNDOS

Durante o período da Guerra Fria também era comum regionalizar o espaço mundial em “três mundos”.

  • Primeiro Mundo – Constituído pelos países capitalistas desenvolvidos, como EUA, Reino Unido, França, etc.
  • Segundo Mundo – Formado pelos países socialistas, como China, URSS, Polônia, Hungria, etc.
  •  Terceiro Mundo – Constituído por um conjunto muito heterogêneo de países subdesenvolvidos (pobres), como Brasil, Marrocos, Egito, etc.

REGIONALIZAÇÃO PELO NÍVEL DE DESENVOLVIMENTO PRINCIPAIS CARACTERISTICAS DOS PAÍSES DESENVOLVIDOS (CENTRAIS)

  •  Elevado padrão de vida da maior parcela da população.
  •  Dominação econômica, tecnológica e política sobre países subdesenvolvidos.
  •  Desenvolvimento industrial e tecnológico.
  •  Elevados investimentos em educação e em ciência.
  •  Baixo índice de mortalidade infantil e de analfabetismo.
  • Expectativa de vida além dos setenta anos.
  •  Acesso aos benefícios sociais à maioria da população.
  •  Emprego predominante de técnicas modernas, de máquinas e mão-de-obra qualificada no campo.
  •  Modernos e eficientes meios de comunicação e de transportes
  •  A maior parte da população pertence à classe média e tem elevado padrão de vida e de consumo.

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS (PERIFÉRICOS) Apesar de só começar a ser discutido após a segunda guerra mundial e de ser um termo originado por políticos norte-americanos, podemos dizer que as origens do subdesenvolvimento estão no longo período de dominação política e econômica e no tipo de relação estabelecida entre colônia e metrópole, durante a existência dos grandes impérios coloniais. Esses grandes impérios surgidos nos períodos denominados colonialismo (séc. XV a XVIII) e imperialismo (séc. XIX) refletiam o poder de antigas potências mercantilistas (Portugal e Espanha) e de potências da Revolução Industrial (França, Inglaterra e Holanda). O fato de se tornarem independentes não garante às ex-colônias o desenvolvimento. Junto à sua independência somam-se os problemas decorrentes de sua antiga relação com as metrópoles além da sua própria incapacidade de administrar o próprio destino. Governos ditatoriais, submissão aos interesses de empresas transnacionais, corrupção, conflitos étnicos e dívida externa são outros agravantes da situação de pobreza já existente nesses países. Apesar das diferenças entre os próprios países subdesenvolvidos, algumas características se fazem comuns:

  •  Má distribuição de renda.
  •  Dependência econômica, política, tecnológica e até mesmo cultural em relação aos países desenvolvidos.
  •  Economia primário-exportadora (países pouco industrializados).
  •  Altos índices de analfabetismo, de mortalidade e de natalidade e elevado crescimento populacional.
  •  Alto índice de pessoas vivendo em submoradias.
  •  Dividas externas impagáveis.
  •  Proliferação de grandes centros urbanos sem infra-estrutura.
  •  Concentração de renda.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DOS PAÍSES EMERGENTES Não existe homogeneidade na classificação dos países subdesenvolvidos. Enquanto alguns ainda permanecem com as relações econômicas existentes na época colonial, outros se industrializaram e cresceram economicamente. Estes últimos pertencem ao grupo dos Novos Países Industrializados (NICs – New Idustrialized Countries), também chamados de economias emergentes e países capitalistas semiperiféricos. A este grupo pertencem países como Brasil, Argentina, México, Índia, África do Sul e Tigres Asiáticos (Hong Kong, Cingapura, Taiwan e Coréia do Sul). São paises pobres, industrializados ou em fase de industrialização. Apesar de industrializados, são dependentes de tecnologia.

CONFRONTO: NORTE / SUL Na lógica bipolar, era comum classificarmos os países em Primeiro, Segundo e Terceiro Mundo, além do constante uso da expressão “conflito Leste x Oeste”. Com a Nova Ordem Mundial, essa classificação já não tem mais sentido. Como o Segundo Mundo, que era formado pelas nações socialistas, não existe mais, os países são classificados em ricos e pobres, ou desenvolvidos e subdesenvolvidos. E o mundo ficou dividido em países do Norte (desenvolvidos) e países do Sul (subdesenvolvidos). Na Nova Ordem, o conflito Leste-Oeste da guerra fria foi substituído pelo conflito Norte-Sul, que opõe entre si as grandes diferenças que separam a riqueza, a tecnologia e o alto nível de vida da pobreza, da exclusão dos novos meios técnico-científicos e dos baixos níveis de vida.

Algumas características desta nova divisão:

– O grande contingente de ex-colônias asiáticas, africanas e americanas (com exceção de Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) forma o bloco dos países do Sul. Apesar de terem características comuns, esses países apresentam profundas diferenças entre si.

– Alguns países se destacam na oferta de oportunidades para investimentos das empresas transnacionais. São países subdesenvolvidos industrializados ou em fase de industrialização. São os chamados países emergentes, e o Brasil está entre eles.

– Os antigos países socialistas são chamados hoje de países de economia “em transição”, porque passam por uma fase de adaptação à economia de mercado. Apenas China*, Cuba, Coréia do Norte, Vietnã, Líbia e Laos ainda resistem como socialistas.

– A África Subsaariana está à margem da economia global. Seus países sofrem com conflitos tribais, fome, seca e aids. Além disso, encontram-se na total dependência do FMI e do Banco Mundial. Diante desse estado de miséria, a África não desperta interesse, nem como consumidora nem como opção de investimento de capital especulativo.

– O caso chinês é especial, visto que possui um “socialismo de mercado”, ou seja, uma economia capitalista regida por uma política socialista.

O SISTEMA-MUNDO: CENTRO E PERIFERIA Uma outra forma de classificação dos países seria a de países centrais e países periféricos. Esta forma de classificação também surgiu com o fim da Guerra Fria, sendo extremamente conveniente ao sistema capitalista. Ela designa os países como centrais (que se encontram no “centro” do sistema capitalista) e periféricos (o restante, na “periferia” do sistema capitalista). Observe o mapa abaixo:

REGIONALIZAÇÃO SEGUNDO IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) O IDH é um eficiente método para analisar a qualidade de vida de um país, pois não levam em consideração apenas indicadores econômicos, mas também variáveis como expectativa de vida e educação. As variáveis utilizadas são:

– Expectativa de vida: a esperança de vida ao nascer

– Educação: o conhecimento, medido pela taxa de alfabetização de adultos e pela taxa bruta de matrículas no ensino fundamental, médio e superior.

– PPC (PIB per capita): a renda distribuída para a população, permitindo um padrão de vida mais decente.

Estas três variáveis combinadas oscilam entre valores de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor é o padrão de vida da população, quanto mais próximo de 0, pior

[CEAC-1o ano] Cartografia – Material Multimídia

Deixe um comentário

Conforme prometido, ta aí o material visto na aula da sala de vídeo, e mais um conteúdo extra pra vocês estudarem pra prova. Abraços e até a próxima.

 

 

 

 

Clique aqui  para ler o texto “O Mapa-Mundi – A mentira a que já nos habituamos”, publicado pelo site Portugal Mundial.

Site com mapas antigos e raros do mundo todo, também vale a pena ver.

Visite também o site Materiais didáticos para cartografia escolar

[CEAC – 2o ano] trabalho: análise crítica do filme “Encontro com Milton Santos”

Deixe um comentário

Então, rapaziada. Esse trabalho vale nota para o primeiro bimestre e consiste numa resenha crítica do filme que assistimos: “Encontro com Milton Santos – ou o mundo Global bisto do lado de cá”. Leia atentamente as instruções antes de começar:

– Uma resenha consiste num comentário crítico sobre uma obra artística, seja ela um filme, livro, programa de TV ou peça de teatro. Uma resenha não deve conter mais do que uma página. Se você gosta muito de escrever e tem muito a dizer, eu aceitaria um trabalho com no máximo uma folha – frente e verso, letra arial 12. Mas não mais do que isso.

– Ainda não entendeu o que é uma resenha? Confira abaixo então a explicação do site da PUC-RS:

“Resenha-crítica:

É um texto que, além de resumir o objeto, faz uma avaliação sobre ele, uma crítica, apontando os aspectos positivos e negativos. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião, também denominado de recensão crítica”.

-Lembre-se: o trabalho deve ser original e individual. Não procure trabalhos prontos e não copie o trabalho do colega de turma. Trabalhos encontrados exatamente iguais, com as mesmas palavras, serão desconsiderados. Não importa quem copiou e quem foi copiado, ambos receberão nota 0 (zero).

– Data de entrega: dia 11 de abril (mesmo dia da prova de geografia).

Favor entregar o trabalho junto da prova ao professor-aplicador

Valor: 2 (dois) pontos 

Abaixo o filme na íntegra para quem ainda não assistiu ou queira rever:

[CEAC -2o ano] avaliação para o primeiro bimestre

Deixe um comentário

1) Com base na postagem anterior (fases do capitalismo: infográfico explicado) e nas anotações do seu caderno, monte um quadro-resumo contendo:

  •  as etapas do desenvolvimento capitalista: abaixo de cada uma delas, descreva em poucas palavras o porquê do nome que as designa;
  • as doutrinas econômicas associadas a cada etapa: liste as suas características essenciais;
  • as potências econômicas mais importantes de cada período

2) Relacione a expansão das potências imperialistas no século XIX com as necessidades do capitalismo industrial.

3) Mencione dois exemplos de polítias públicas no Brasil contemporâneo, uma que esteja de acordo com os princípios do Keynesianismo e outra que esteja de acordo com o neoliberalismo. Justifique sua resposta com base nas características dessas duas doutrinas econômicas.

4) Quais foram os principais objetivos da conferência de Bretton Woods, tanto no plano econômico quanto no político?

5) Que relação pode ser estabelecida entre o Plano Marshall e Doutrina Truman?

6) O que são o FMI e o Banco Mundial? Qual foi o papel dessas entidades no período Pós-segunda Guerra Mundial?

Valor total do trabalho: 3 (três pontos)

Trabalho individual

Data de entrega:

Turma 2005: 27 de março

Turmas 2001 e 2003: 29 de março 

[CEAC -2o ano] Fases do capitalismo: infográfico explicado

1 Comentário

capitalismo_infografico

Fala, galera. Conforme prometido ta aí, texto pra ajudá-los a compreender a matéria das nossas duas primeiras aulas, cujo assunto é o processo de desenvolvimento do capitalismo. Como esse é um tema que gera muitas dúvidas, é fundamental que vocês mantenham a sua agenda de leituras em dia. Já adiantando que agumas palavras-chave vão estar em negrito e, em alguns casos, com um link para páginas na internet que aprofundam o assunto. Boa leitura

O que é capitalismo?

Para início de conversa, é necessário compreender o que significa capitalismo. Basicamente, é um sitema econômico que visa a produção de bens e serviços para consumo, com objetivo principal de se obter lucro. Em outras palavras, o capitalismo é um modo de produção e se refere a como a sociedade produz, consome e distribui os seus bens e serviços. Surgiu na Europa no século XVI, como consequencia da superação do feudalismo (modo de produção dominante durante a Idade Média). Desde o seu surgimento, o capitalismo sempre teve vocação se expandir para outras áreas do globo, se tornando o sistem econômico dominante em escala mundial.

Algumas características do capitalismo:

Propriedade Privada dos meios de produção: Os meios de produção (bancos, indústrias, terras, empresas) pertencem predominantemente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas.

Sociedade de Classes: como os meios de produção são de proriedade de um número reduzido de pessoas,  dividimos a sociedade capitalista em duas classes sociais: a burguesia, composta pelos proprietarios dos meios de produção; e os proletários, que são os não proprietários dos meios de produção

Trabalho Assalariado: Como não há acesso aos meios de produção, a maioria dos trabalhadores se torna assalariada, ou seja, vende o seu trabalho em troca de uma remuneração (salário). é através da exploração do trabalho que o capitalista extrai o seu lucro (ver mais-valia).

Economia de Mercado: As empresas decidem como e quanto produzir e estabelecem o preço das mercadorias com base na Lei da Oferta e da Procura – Os preços das mercadorias variam de acordo com a procura por parte do consumidor e a quantidade do produto em oferta, isto é, colocada à venda.

 

As fases do capitalismo

O Capitalismo Comercial

Essa etapa do capitalismo estendeu-se desde fins do século XV até o século XVIII. Foi marcada pela expansão marítima das potências da Europa Ocidental na época (Portugal e Espanha). O grande acúmulo de capitais se dava na esfera da circulação, ou seja, por meio do comércio, daí o termo capitalismo comercial para designar o período. A economia funcionava segundo a doutrina mercantilista, que, em sentido amplo, pregava a intervenção governamental na economia, a fim de promover a prosperidade nacional e aumentar o poder do Estado. Nesse sentido, defendia a necessidade de riquezas no interior dos Estados, e a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que possuíam. Esse princípio ficou conhecido como metalismo. Outro meio de acumular riquezas era manter uma balança comercial sempre favorável, daí o esforço para exportar mais do que importar, garantindo saldos comerciais positivos. O mercantilismo foi fundamental para o desenvolvimento do capitalismo, pois permitiu, como resultado de um comércio altamente lucrativo, das explorações das colônias e da pirataria, grande acúmulo de capitais nas mãos da burguesia européia – a chamada acumulação primitiva de capital, fundamental para o desenvolvimento do capitalismo em sua fase industrial.

O Capitalismo Industrial

Essa etapa do capitalismo foi foi marcada por grandes transformações econômicas, sociais, políticas e culturais. As maiores mudanças resultaram na Primeira Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido na segunda metade do século XVIII. Um de seus aspectos mais importantes foi a a utilização cada vez mais disseminada de máquinas movidas a vapor, tornando acessível aos consumidores uma quantidade cada vez maior de produtos, o que multiplicava os lucros dos produtores. O comércio não era mais a essência do sistema. O lucro advinha fundamentalmente da produção de mercadorias em larga escala (indústria). A toda jornada de trabalho corresponde uma remuneração, que permitirá a subsistência do trabalhador. No entanto, o trabalhador produz um valor maior do que aquele que recebe na forma de salário, e essa fatia de trabalho não-pago é apropriada pelos donos das fábricas, das fazendas, das minas, etc. Dessa forma, todo produto ou serviço vendido traz embutido esse valor não transferido ao trabalhador, permitindo o acúmulo de lucro pelos capitalistas. Este macanismo de extração do lucro através da exploração de trabalho é o que Karl Marx chamava de mais-valia. Se no mercantilismo (fase comercial), o Estado absolutista era favorável aos interesses da burguesia comercial, no tocante a atuação da nova burguesia industrial, ou capitalista, era um empecilho. Ele não deveria intervir na economia, que funcionaria segundo a lógica do mercado, guiada pela livre concorrência. Consolidava-se, assim, uma nova doutrina econômica: o liberalismo. Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam velozmente; aprofundava-se a divisão de trabalho e crescia a produção em série. Nessa época, segunda metade do século XIX, estava ocorrendo a Segunda Revolução Industrial, dessa vez não mais impulsionada pela Grã-Bretanha, mas por outras potências como EUA, França e, mais tarde, Alemanha e Japão. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo. Com o brutal aumento da produção, pois a industrialização expandia-se para outros países, acirrou-se cada vez mais a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de garantirem novos mercados consumidores, novas fontes de matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi dentro desse quadro que ocorreu a expansão imperialista na Ásia e na África. A partilha imperialista das potências industriais consolidou a divisão internacional do trabalho, pela qual as colônias se especializavam em fornecer matérias-primas baratas para os países que então se industrializavam. Tal divisão, delineada no capitalismo comercial, consolidou-se na fase do capitalismo industrial. Assim, estruturou-se nas colônias uma economia complementar e subordinada à das potências imperialistas. A Alemanha, por ter se unificado tardiamente (1871), perdeu a fase mais importante da corrida imperialista e sentiu-se lesada, especialmente frente ao Reino Unido e à França. Além disso, como a sua indústria crescia em ritmo mais rápido que a dos demais países, também se ressentia mais da falta de mercados consumidores. O choque de interesses internos e externos entre as potências imperialistas européias acabou levando o mundo à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

O Capitalismo Financeiro

Uma das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi o brutal processo de concentração e centralização de capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, etc. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram, a partir de fins do século XIX, na monopolização ou oligopolização de muitos setores da economia. O liberalismo restringe-se mais ao plano da ideologia, pois o mercado passa a ser cada vez mais dominado por grandes corporações, substituindo a livre concorrência e o livre mercado. O Estado, por sua vez, passa a intervir na economia, seja como agente produtor ou empresário. Essa atuação do Estado na economia intensificou-se após a crise de 1929, que viria a sepultar definitivamente o liberalismo clássico. A crise de 1929 deveu-se ao excesso de produção industrial e agrícola, pois os baixos salários pagos na época impediam a expansão do mercado de consumo interno; à recuperação da indústria européia, que passou a importar menos dos Estados Unidos; e à exagerada especulação com ações na bolsa de valores. Colocando em prática em 1933, pelo então presidente Franklin Roosevelt, o New Deal (“novo acordo”) foi um clássico exemplo de intervenção do Estado na economia. Baseado em um audacioso plano de obras públicas, com o objetivo principal de acabar com o desemprego, o New Deal foi fundamental para a recuperação da economia norte-americana. Essa política de intervenção estatal na economia, que acaba favorecendo o grande capital, ficou conhecida como Keynesianismo, por ter sido o economista inglês John Maynard Keynes seu principal teórico e defensor. Esta fase do capitalismo viria a sofrer mudanças após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). a destruição causada pela guerra agavou o processo de decadência das antigas potências europeias. Aos poucos ocorre processo de descolonização da África e da Ásia e o deslocamento do centro de pode mundial para os Estados Unidos e a União Soviética, além industrialização de alguns países subdesenvolvidos. Do ponto de vista ecnômico, o pós-Segunda Guerra foi marcado por uma acentuada mundialização da economia, principalmente a partir dos anos 1970 com a terceira revolução industrial e o processo de globalização econômica.

O capitalismo Informacional

Com o início da Terceira Revolução Industrial, tmbém conhecida como Revolução Técnico-Cientifica Infomacional, o capitalismo atinge uma nova fase. Nessa etapa começou a getar no Pós-Segunda Guerra mas se desenvolveu sobretudo a partir dos anos 1970 e 1980. As duas revoluções industriais anteriores foram impulsionadas pelo desenvolvimento de novas fontes de energia – a primeira por carvão e a segunda por petróleo e eletricidade.  A revolução ora em curso é impulsionada pelo conhecimento, embora a energia continue sendo essencial. Durante a expansão imperialista era imprescindível para as indústrias o acesso a matérias-primas e de energia para a manutenção do sistema produtivo. Hoje, na época da globalização, embora o acesso a recuros naturais continue sendo importante, é imprescindível o acesso ao conhecimento, fruto de investimentos em em Pesquisa e Desenvolvimento. No capitalismo informacional, as relações econômicas entre países são mediadas através do neoliberalismo, doutrina econômica que buscou retomar vários preceitos do liberalismo clássico e posta em prática pela primeira vez no final da década de 1970, preconizando a não-intervenção do Estado na economia e defendendo a privatização de empresas e a diminuição das tarifas alfandegárias, entre outras medidas. Os neoliberais defendem a ideia do Estado mínimo, isto é, o governo deveria ter sua atuação restrita ao campo social (destinando o mínimo de recursos à saúde, educação e previdência, por exemplo), além de não interferir no processo econômico, que seria regulado exclusivamente pelas leis de mercado. Esses pressupostos, no entanto, vem sendo duramente questionados, sobretudo a partir da crise econômica de 2008.

[CEAC – 1o ano] Tutorial para elaboração de climograma no Excel

Deixe um comentário

Essa vídeo-aula é para auxiliar os alunos que estão com dificuldades com o trabalho de construção de climogramas. Conteúdo destinado aos alunos das turmas 1001, 1002, 1003 e 1006 do C.E Amaro Cavalcanti.

Older Entries