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[CEAC – 2o ano] Segregagação socioespacial, especulação imobiliária

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O que é especulação imobiliária? 

Efeitos da especulação imobiliária nas cidades

Segregação Urbana

 

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[CEAC -2o ano] Fases do capitalismo: infográfico explicado

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capitalismo_infografico

Fala, galera. Conforme prometido ta aí, texto pra ajudá-los a compreender a matéria das nossas duas primeiras aulas, cujo assunto é o processo de desenvolvimento do capitalismo. Como esse é um tema que gera muitas dúvidas, é fundamental que vocês mantenham a sua agenda de leituras em dia. Já adiantando que agumas palavras-chave vão estar em negrito e, em alguns casos, com um link para páginas na internet que aprofundam o assunto. Boa leitura

O que é capitalismo?

Para início de conversa, é necessário compreender o que significa capitalismo. Basicamente, é um sitema econômico que visa a produção de bens e serviços para consumo, com objetivo principal de se obter lucro. Em outras palavras, o capitalismo é um modo de produção e se refere a como a sociedade produz, consome e distribui os seus bens e serviços. Surgiu na Europa no século XVI, como consequencia da superação do feudalismo (modo de produção dominante durante a Idade Média). Desde o seu surgimento, o capitalismo sempre teve vocação se expandir para outras áreas do globo, se tornando o sistem econômico dominante em escala mundial.

Algumas características do capitalismo:

Propriedade Privada dos meios de produção: Os meios de produção (bancos, indústrias, terras, empresas) pertencem predominantemente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas.

Sociedade de Classes: como os meios de produção são de proriedade de um número reduzido de pessoas,  dividimos a sociedade capitalista em duas classes sociais: a burguesia, composta pelos proprietarios dos meios de produção; e os proletários, que são os não proprietários dos meios de produção

Trabalho Assalariado: Como não há acesso aos meios de produção, a maioria dos trabalhadores se torna assalariada, ou seja, vende o seu trabalho em troca de uma remuneração (salário). é através da exploração do trabalho que o capitalista extrai o seu lucro (ver mais-valia).

Economia de Mercado: As empresas decidem como e quanto produzir e estabelecem o preço das mercadorias com base na Lei da Oferta e da Procura – Os preços das mercadorias variam de acordo com a procura por parte do consumidor e a quantidade do produto em oferta, isto é, colocada à venda.

 

As fases do capitalismo

O Capitalismo Comercial

Essa etapa do capitalismo estendeu-se desde fins do século XV até o século XVIII. Foi marcada pela expansão marítima das potências da Europa Ocidental na época (Portugal e Espanha). O grande acúmulo de capitais se dava na esfera da circulação, ou seja, por meio do comércio, daí o termo capitalismo comercial para designar o período. A economia funcionava segundo a doutrina mercantilista, que, em sentido amplo, pregava a intervenção governamental na economia, a fim de promover a prosperidade nacional e aumentar o poder do Estado. Nesse sentido, defendia a necessidade de riquezas no interior dos Estados, e a riqueza e o poder de um país eram medidos pela quantidade de metais preciosos (ouro e prata) que possuíam. Esse princípio ficou conhecido como metalismo. Outro meio de acumular riquezas era manter uma balança comercial sempre favorável, daí o esforço para exportar mais do que importar, garantindo saldos comerciais positivos. O mercantilismo foi fundamental para o desenvolvimento do capitalismo, pois permitiu, como resultado de um comércio altamente lucrativo, das explorações das colônias e da pirataria, grande acúmulo de capitais nas mãos da burguesia européia – a chamada acumulação primitiva de capital, fundamental para o desenvolvimento do capitalismo em sua fase industrial.

O Capitalismo Industrial

Essa etapa do capitalismo foi foi marcada por grandes transformações econômicas, sociais, políticas e culturais. As maiores mudanças resultaram na Primeira Revolução Industrial, ocorrida no Reino Unido na segunda metade do século XVIII. Um de seus aspectos mais importantes foi a a utilização cada vez mais disseminada de máquinas movidas a vapor, tornando acessível aos consumidores uma quantidade cada vez maior de produtos, o que multiplicava os lucros dos produtores. O comércio não era mais a essência do sistema. O lucro advinha fundamentalmente da produção de mercadorias em larga escala (indústria). A toda jornada de trabalho corresponde uma remuneração, que permitirá a subsistência do trabalhador. No entanto, o trabalhador produz um valor maior do que aquele que recebe na forma de salário, e essa fatia de trabalho não-pago é apropriada pelos donos das fábricas, das fazendas, das minas, etc. Dessa forma, todo produto ou serviço vendido traz embutido esse valor não transferido ao trabalhador, permitindo o acúmulo de lucro pelos capitalistas. Este macanismo de extração do lucro através da exploração de trabalho é o que Karl Marx chamava de mais-valia. Se no mercantilismo (fase comercial), o Estado absolutista era favorável aos interesses da burguesia comercial, no tocante a atuação da nova burguesia industrial, ou capitalista, era um empecilho. Ele não deveria intervir na economia, que funcionaria segundo a lógica do mercado, guiada pela livre concorrência. Consolidava-se, assim, uma nova doutrina econômica: o liberalismo. Dentro das fábricas, mudanças importantes estavam acontecendo: a produtividade e a capacidade de produção aumentavam velozmente; aprofundava-se a divisão de trabalho e crescia a produção em série. Nessa época, segunda metade do século XIX, estava ocorrendo a Segunda Revolução Industrial, dessa vez não mais impulsionada pela Grã-Bretanha, mas por outras potências como EUA, França e, mais tarde, Alemanha e Japão. Uma das características mais importantes desse período foi a introdução de novas tecnologias e novas fontes de energia no processo produtivo. Com o brutal aumento da produção, pois a industrialização expandia-se para outros países, acirrou-se cada vez mais a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de garantirem novos mercados consumidores, novas fontes de matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi dentro desse quadro que ocorreu a expansão imperialista na Ásia e na África. A partilha imperialista das potências industriais consolidou a divisão internacional do trabalho, pela qual as colônias se especializavam em fornecer matérias-primas baratas para os países que então se industrializavam. Tal divisão, delineada no capitalismo comercial, consolidou-se na fase do capitalismo industrial. Assim, estruturou-se nas colônias uma economia complementar e subordinada à das potências imperialistas. A Alemanha, por ter se unificado tardiamente (1871), perdeu a fase mais importante da corrida imperialista e sentiu-se lesada, especialmente frente ao Reino Unido e à França. Além disso, como a sua indústria crescia em ritmo mais rápido que a dos demais países, também se ressentia mais da falta de mercados consumidores. O choque de interesses internos e externos entre as potências imperialistas européias acabou levando o mundo à Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

O Capitalismo Financeiro

Uma das conseqüências mais importantes do crescimento acelerado da economia capitalista foi o brutal processo de concentração e centralização de capitais. Várias empresas surgiram e cresceram rapidamente: indústrias, bancos, corretoras de valores, casas comerciais, etc. A acirrada concorrência favoreceu as grandes empresas, levando a fusões e incorporações que resultaram, a partir de fins do século XIX, na monopolização ou oligopolização de muitos setores da economia. O liberalismo restringe-se mais ao plano da ideologia, pois o mercado passa a ser cada vez mais dominado por grandes corporações, substituindo a livre concorrência e o livre mercado. O Estado, por sua vez, passa a intervir na economia, seja como agente produtor ou empresário. Essa atuação do Estado na economia intensificou-se após a crise de 1929, que viria a sepultar definitivamente o liberalismo clássico. A crise de 1929 deveu-se ao excesso de produção industrial e agrícola, pois os baixos salários pagos na época impediam a expansão do mercado de consumo interno; à recuperação da indústria européia, que passou a importar menos dos Estados Unidos; e à exagerada especulação com ações na bolsa de valores. Colocando em prática em 1933, pelo então presidente Franklin Roosevelt, o New Deal (“novo acordo”) foi um clássico exemplo de intervenção do Estado na economia. Baseado em um audacioso plano de obras públicas, com o objetivo principal de acabar com o desemprego, o New Deal foi fundamental para a recuperação da economia norte-americana. Essa política de intervenção estatal na economia, que acaba favorecendo o grande capital, ficou conhecida como Keynesianismo, por ter sido o economista inglês John Maynard Keynes seu principal teórico e defensor. Esta fase do capitalismo viria a sofrer mudanças após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). a destruição causada pela guerra agavou o processo de decadência das antigas potências europeias. Aos poucos ocorre processo de descolonização da África e da Ásia e o deslocamento do centro de pode mundial para os Estados Unidos e a União Soviética, além industrialização de alguns países subdesenvolvidos. Do ponto de vista ecnômico, o pós-Segunda Guerra foi marcado por uma acentuada mundialização da economia, principalmente a partir dos anos 1970 com a terceira revolução industrial e o processo de globalização econômica.

O capitalismo Informacional

Com o início da Terceira Revolução Industrial, tmbém conhecida como Revolução Técnico-Cientifica Infomacional, o capitalismo atinge uma nova fase. Nessa etapa começou a getar no Pós-Segunda Guerra mas se desenvolveu sobretudo a partir dos anos 1970 e 1980. As duas revoluções industriais anteriores foram impulsionadas pelo desenvolvimento de novas fontes de energia – a primeira por carvão e a segunda por petróleo e eletricidade.  A revolução ora em curso é impulsionada pelo conhecimento, embora a energia continue sendo essencial. Durante a expansão imperialista era imprescindível para as indústrias o acesso a matérias-primas e de energia para a manutenção do sistema produtivo. Hoje, na época da globalização, embora o acesso a recuros naturais continue sendo importante, é imprescindível o acesso ao conhecimento, fruto de investimentos em em Pesquisa e Desenvolvimento. No capitalismo informacional, as relações econômicas entre países são mediadas através do neoliberalismo, doutrina econômica que buscou retomar vários preceitos do liberalismo clássico e posta em prática pela primeira vez no final da década de 1970, preconizando a não-intervenção do Estado na economia e defendendo a privatização de empresas e a diminuição das tarifas alfandegárias, entre outras medidas. Os neoliberais defendem a ideia do Estado mínimo, isto é, o governo deveria ter sua atuação restrita ao campo social (destinando o mínimo de recursos à saúde, educação e previdência, por exemplo), além de não interferir no processo econômico, que seria regulado exclusivamente pelas leis de mercado. Esses pressupostos, no entanto, vem sendo duramente questionados, sobretudo a partir da crise econômica de 2008.

1o ano – Texto sobre Intemperismo

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O INTEMPERISMO

1. INTRODUÇÃO

Um edifício novo está neste exato instante se deteriorando. A pintura racha e descasca e o cimento começa a rachar, a madeira seca e apodrece. Sem conservação, qualquer edifício se tornaria em um monte de escombros em poucas centenas de anos. Este processo, chamado de intemperismo, decompõe não só os edifícios mas também as rochas.

O intemperismo é definido, em termos gerais, como todas aquelas mudanças que ocorrem devido a exposição de material rochoso a atmosfera.

Os efeitos do intemperismo estão por toda parte. O solo é um produto do intemperismo e certamente para a vida, é o mais importante deles.

De um ponto de vista geológico, o intemperismo é importante por que ele transforma rocha sólida em fragmentos menores, decompõe esses fragmentos e os prepara para remoção pelos agentes de erosão. Além do mais, o intemperismo origina o solo e o solo é a base para a maioria da vida terrestre. O intemperismo possui assim, uma grande importância ecológica.

Principais conceitos

– Os dois tipos principais de intemperismo são a desintegração mecânica e a decomposição química.

– O congelamento (expansão do gelo) é o tipo mais importante de intemperismo físico.

– Os 3 tipos principais de intemperismo químico são a oxidação, dissolução e hidrólise.

– Juntas (fraturas) facilitam o intemperismo pois permitem que a água e gases da atmosfera ataquem as rochas em profundidades consideráveis. As diáclases também aumentam a área superficial onde ocorrerá o ataque químico.

– O produto final do intemperismo é o solo.

– O clima em muito influencia o tipo e a taxa de intemperismo. Os dois fatores principais que controlam o clima são a temperatura e a precipitação.

Para apreciar como os processos geológicos erodem a superfície da Terra e como as formas topográficas evoluem, primeiro é necessário entender a natureza do intemperismo – que é a desagregação e decomposição das rochas. O intemperismo envolve múltiplos processos físicos, químicos e biológicos.

Por definição, intemperismo é diferente de erosão. Intemperismo envolve somente a desagregação da rocha enquanto que a erosão envolve a remoção dos detritos produzidos pelo intemperismo. Na realidade o intemperismo e a erosão estão intimamente relacionados. O intemperismo desagrega a rocha sólida produzindo fragmentos soltos. A erosão remove os detritos e expõe a rocha são novamente, a qual será intemperizada, continuando assim o ciclo.

Dois tipos principais de intemperismo são reconhecidos: a) intemperismo físico; b) intemperismo químico. O intemperismo físico quebra a rocha em partículas menores. Um processo estritamente físico não envolvendo mudanças na composição química. O intemperismo químico altera a rocha por reações químicas entre elementos da atmosfera e aqueles da rocha. Muitos geólogos acreditam que o intemperismo químico é o mais importante em termos do total de rocha envolvida (sujeita a este intemperismo), mas geralmente os dois processos trabalham juntos, cada um facilitando o outro, assim o produto final, resulta da combinação dos dois processos.

É um pouco difícil enfatizar a importância do intemperismo para a humanidade. Ele é a base de nossa economia, e nossa existência depende dele. Sem o intemperismo a Terra seria inabitável. Os continentes seriam compostos apenas por rochas frescas (sã), sem cobertura de solo; conseqüentemente, a Terra seria desprovida de plantas e animais. Além do solo, o intemperismo também produz alguns produtos úteis como as areias e depósitos de argilas. Praticamente todo o minério de alumínio e a maior parte do ferro são formados e concentrados pelo intemperismo.

2. INTEMPERISMO MECÂNICO OU FÍSICO

O intemperismo físico consiste no quebramento da rocha por processos físicos sem envolver mudanças na composição química da rocha. Os tipos mais importantes de intemperismo mecânico são: expansão do gelo (congelação); alívio de pressão (carga) ou sheeting.

O intemperismo físico é um processo estritamente físico sem envolver mudanças na composição química da rocha. Nenhum elemento químico é adicionado ou subtraído da rocha. A rocha simplesmente quebra em fragmentos menores devido a uma série de stress (esforços – tensões). Os tipos mais importantes de desintegração física são:

a) congelamento (expansão do gelo) – a água se congela e se volume expande ± 9% em fraturas, planos de acamadamento, foliações ou poros quebrando a rocha

b) alívio de carga (sheeting) – uma série de fraturas são produzidas na rocha como resultado da remoção da cobertura pela erosão (fraturas de alívio de carga)

2.1. Congelação

A água da chuva ou de derretimento, facilmente penetra em fraturas ou em planos diversos existentes nas rochas. Quando congela, ela expande seu volume em cerca de 9% exercendo uma grande pressão nas paredes das rochas que as contém. Eventualmente, os blocos fraturados e/ou planos são destacados do corpo rochoso. O stress (tensão) produzido cada vez que a água congela é de cerca de 110 kg/cm2, equivalente ao produzido por uma bola de ferro deixada cair de uma altura de 3 metros.

Este intemperismo ocorre sob as seguintes condições: a) quando existe rochas fraturas, com poros ou qualquer tipo de abertura por onde a água possa penetrar; b) locais onde a temperatura varie o suficiente para congelar e descongelar a água. A flutuação da temperatura é importante devido a pressão que é exercida em cada congelamento.

Em áreas onde o congelamento e derretimento ocorrem várias vezes ao ano, o intemperismo é mais eficiente do que em áreas onde a água é permanentemente congelada.

Este tipo de intemperismo ocorre em regiões com inverno rigoroso (temperaturas abaixo de 0°C) e verão relativamente quente.

2.2. Alívio de carga (sheeting)

Algumas rochas são formadas nas profundezas da crosta terrestre sob uma pressão confinante muito elevada. Conforme a camada sobreposta vai sendo removida pela erosão, a pressão confinante é liberada e a rocha tende a se expandir. A tensão interna aumentada devido a expansão pode gerar uma série de grandes fraturas ou juntas de extensão, paralelas a superfície da topográfica do terreno.

O resultado do processo é o chamado sheeting. Na realidade, fornam-se uma série de lascas. Assim que a lasca mais superficial se desprende, outra se forma logo abaixo.

O mesmo processo ocorrem em minas e túneis. Também pode ocorrer em paredes de vales em escavações para escavações para rodovias, etc..

2.3. Outros tipos de intemperismo mecânico

Animais e plantas podem causar uma série de processos intempéricos menos importantes. Animais como os roedores, formigas, cupins e minhocas misturam mecanicamente o solo e soltam partículas de rochas, processo este que facilita a penetração de água e gases e como conseqüência o ataque químico.

A pressão exercida por raízes de árvores também contribuem para o quebramento das rochas. Liquens podem viver na superfície das rochas e extrair nutrientes dos minerais pela troca de íons. O resultado é a alteração física e química do mineral. Esse processo pode parecer trivial mais o trabalho de inúmeras plantas e animais durante um longo período de tempo ajuda de forma significativa a desintegração da rocha.

A contração e expansão termal da rocha causada pela variação diária ou sazonal da temperatura é um processo bastante efetivo do intemperismo físico. A idéia é plausível mas experimentos mostram que o stress desenvolvido por aquecimento e resfriamento por um longo período é insignificante em comparação com a capacidade elástica da rocha. Mesmo na Lua onde a variação da temperatura é muito maior do que a da Terra, o efeito da expansão termal das rochas é incerto.

O produto do intemperismo físico pode ser melhor visualizado nas grandes cordilheiras onde predomina o congelamento e é produzido um grande volume de fragmentos angulares de rocha. Esse material se acumula em pilhas com formato de cone na base da montanha de onde foi produzido (cones de talus).

3. INTEMPERISMO QUÍMICO

A decomposição química consiste na desintegração da rocha pela alteração química de seus constituintes. Ela envolve uma série importantes de reações químicas entre elementos da atmosfera e aqueles dos minerais. São três os grupos principais de reações químicas: a) hidrólise; b) dissolução; c) oxidação.

Durante a decomposição química as rochas são decompostas, a estrutura interna dos minerais é destruída e novos minerais são criados. Assim, ocorrem mudanças significativas na composição química e na aparência física da rocha.

A água é o agente mais importante do intemperismo químico. Ela toma parte diretamente nas reações químicas atuando como meio de transporte de elementos da atmosfera para os minerais, onde a reação ocorre, e remove o produto do intemperismo deixando exposta a rocha fresca. A taxa e o grau do intemperismo químico são influenciadas pela temperatura.

Nenhuma área da Terra é completamente seca. Assim o intemperismo químico é um processo global. todavia é menos efetivo nos desertos e nas regiões polares.

3.1. Hidrólise

A união química da água com um mineral é chamada de hidrólise. o processo envolve não somente a absorção da água, como uma esponja, mas uma troca química específica na qual um novo mineral é criado. Na hidrólise, íons derivados de um mineral reagem com o H+ ou OH- da água para produzir um mineral diferente.

Um bom exemplo da hidrólise é o intemperismo químico do feldspato. Este mineral é muito abundante na crosta terrestre. Dessa forma, torna-se importante entender como o feldspato se intemperiza e decompõe originando as argilas que são muito abundantes na superfície da Terra.

Duas substâncias são essenciais para o intemperismo do feldspato: o dióxido de carbono e a água.

A atmosfera e o solo contém dióxido de carbono, o qual se transforma, em contato com a água, em ácido carbônico. Se o feldspato entrar em contato com o ácido carbônico, ocorrem as seguintes reações:

2KAlSi3O8 + H2CO3 + H20 ® K2CO3 + Al2Si2O5(OH)4 + 4SiO2

feldspato ácido carbônico carbonato de K argila quartzo

O hidrogênio do íon H2CO3 desloca o potássio do feldspato e assim quebra a estrutura cristalina e então se combina com o alumino-silicato do feldspato para formar um mineral de argila. O potássio associado com o íon carbonato origina um sal solúvel. A sílica também é solta mas se mantém em solução. O novo mineral não contém potássio que estava presente no feldspato original. O novo mineral também contém uma estrutura cristalina nova.

3.2. Dissolução.

A dissolução é um processo onde material rochoso passa diretamente para soluções como o sal na água. Quantitativamente, os minerais mais importantes neste processo são os carbonatos. A dissolução ocorre pois a água é um dos melhores solventes conhecidos. A estrutura molecular da água requer dois hidrogênios que se posicionam do mesmo lado de um átomo de oxigênio. A molécula então tem uma concentração de carga positiva de um lado balanceado pela carga negativa do outro lado. Como resultado, a molécula da água é polar e se comporta como um imã. Devido a essa polaridade da molécula da água todos os minerais são solúveis em água em maior ou menor proporção.

Alguns tipos de rochas podem ser completamente dissolvidas e carregadas pela água. As rochas com sais diversos (evaporitos) são talvez os melhores exemplos. Elas são extremamente solúveis sobrevivendo na superfície terrestre apenas em regiões áridas. O gipso é menos solúvel do que as rochas a base de sal mas também dissolve com facilidade.

Margas e calcários também são dissolvidos em água, principalmente se a água conter dióxido de carbono. Em regiões úmidas os calcários formam vales, mas em regiões áridas dão origem a altos topográficos.

Análises químicas das águas dos rios ilustram a eficácia da dissolução no intemperismo das rochas. A água da chuva contém relativamente, poucos minerais dissolvidos, mas a água de escoamento superficial logo dissolve os minerais mais solúveis das rochas e os transporta em solução. A cada ano, os rios carregam cerca de 3,9 milhões de metros cúbicos de minerais dissolvidos para os oceanos. Não é surpresa então que a água do mar contenha 3,5 % em seu peso de sais dissolvidos, muitos trazidos dos continentes pela água das chuvas.

3.3. Oxidação

É a combinação do oxigênio da atmosfera com um mineral produzindo um óxido. O processo é essencialmente importante no intemperismo de minerais que contém grande quantidade de ferro, tais como a olivina, piroxênio e anfibólios. O ferro nos silicatos se une com o oxigênio formando a hematita (Fe2O3) ou limonita (FeO(OH)).

Como em muitas reações químicas, a taxa de intemperismo químico aumenta com o aumento da temperatura. A decomposição química é mais importante em regiões quentes e úmidas (regiões tropicais).

Plantas e bactérias também são agentes importantes no intemperismo químico pois produzem ácidos orgânicos e outros compostos. A água quando atinge esses compostos orgânicos, aumenta sua acides se tornando em um agente de intemperismo mais eficaz.

Os intemperismos físico e químico foram trabalhados separadamente, como processos individuais. Na natureza esses processos não podem ser separados porque muitos deles estão intimamente ligados e envolvidos. O fraturamento mecânico de uma rocha aumenta a área de superfície onde a ação química acontece e permite uma penetração mais profunda dos reagentes para a decomposição química.

O decaimento químico facilita a desintegração mecânica. Um processo pode dominar em uma área qualquer, dependendo do clima e da composição das rochas envolvidas, mas os intemperismo físico e químico geralmente atacam a rocha ao mesmo tempo.

4. GEOMETRIA DA DESINTEGRAÇÃO DAS ROCHAS

O quebramento de uma massa rochosa em partículas menores, a primeira vista parece ser um pouco aleatório gerando uma infinidade de formas geométricas. Todavia, quando estudamos cuidadosamente, vemos que existe um sistema e ordem no processo. O quebramento mecânico de rochas e as formas da maioria dos fragmentos são condicionados por parâmetros tais como juntas, acamadamento, clivagem e outros planos de descontinuidade estrutural no material rochoso.

A importância do fraturamento no intemperismo

Praticamente todas as rochas apresentam sistemas de fraturas (juntas). As juntas resultaram do strain que ocorre quando as rochas são levantadas, dobradas, rebaixadas ou fraturadas por forças tectônicas; ou ainda pelo alívio de pressão confinante quando o material situado imediatamente acima é removido pela erosão; e da ação da contração produzida pelo congelamento (solidificação) da lava. As juntas influencia grandemente o intemperismo de rochas em duas maneiras:

– elas efetivamente cortam grandes blocos de rocha em pedaços menores que aumentam a área superficial onde as reações químicas ocorrem;

elas atuam como canais nos quais a água pode penetrar para atacar a rocha em profundidade.

Outros planos de fraqueza

As camadas em muitas rochas sediementares formam planos de fraqueza os quais causam quebramento da rocha em placas. A foliaçào em rochas sedimentares produz efeito similar.

5. CARACTERÍSTICAS DO INTEMPERISMO NOS PRINCIPAIS TIPOS DE ROCHAS

O intemperismo é influência do por tantos fatores que é difícil fazer generalizações quantro ao intemperismo de um tipo de rocha específico. Calcários por exemplo, devem intemperizr e erodir gerando vales em clima úmido e quente enquantro que a mesma rocha em clima árido pode gerar um elevação. Da mesma forma, um arenito puro pode ser extremamente resistente ao intemperismo enquanto que um arenito argiloso é facilmente erodível.

A composiçào mineralógica é de suma importância. Alguns minerais, tais como o quartzo, são muitos estáveis, permanecendo inalterados por longos períodos. Outros, como as olivinas e os feldspatos, são muito instáveis se decompondo quase que diretamente. A textura da rocha também é muito importante pois influencia a porosidade e a permeabilidade que governam a facilidade com que a água pode penetar nos poros da rocha e atacar os minerais. Os controles climáticos (temperaturas e precipitação) também são importantes. O intemperismo será influenciado não somente pela precipitação total anual, mas também pela distribuição da precipitação através do tempo, pela porcentagem de escoamento e pela taxa de evaporação. Assim, uma rocha qualquer vai responder ao intemperismo de forma variada, todavia, em geral os principais grupos de rochas seguem um padrão.

Granito: é uma rocha homogênea compsota por feldaspatos quartzo e mica com pequenas quantidades de uma série de outros minerasi. É formado em profundiadades razoáveis na crosta e sob uma grande pressão, estando fora do equilíbrio na superfície terrestre. O relaxamento (alívio) da pressão confinante devido à erosão das rochas sobrepostas, produz juntas de expansão que culminam com o desenvolvimento de uma exfoliação. Pela composição mineralógica, o intemperismo químico é bastante eficaz.

O feldspatos se intemperiza rapidamente por reações químicas com a água e se altera para vários minerais de argila. Plagioclásio cálcio e menso resistente, seguido pelo plagioclásio sódico. Os feldspatos potássicos são mais resitentes, entretanto todos os feldspatros se alteram para argilas.

A mica se intemperiza um pouco mais lentamente que os feldspatos, mas é facilemente atacada pela água ao longo de seus planos de clivagens, e a troca iônica é comum. As micas se alteram com uma pequena troca na estrutura originando clorita e minerais de argila.

O quartzo é muito resistente ao intemperismo.

Basalto: é uma rocha de grã muito fina composta predominantemente por feldspatos, olivina e piroxênio. A superfície do fluxo basáltico é geralmente vesicular e muito porosa. O interior do corpo é comumente fraturado em um sistema colunar de juntas. No geral, devido a fraturas e vesículas, são rochas permeáveis sendo facilemente decompostas. O quartzo não está presente nos basaltos, assim a maioria dos minerais dessa rocha são eventualmente convertidos em argilas ou em óxidos de ferro. O produto final é um solo avermelhado (terra roxa).

Arenito: são compostos por grãos de quartzo, com quantidades variáveis de pequenos fragmento líticos, feldspatos e argilas. O quartzo é altamente resistente ao intemperismo químico, assim o ataque químico fica restrito no cimento da rocha.

Calcário: é composto principalmente por calcita contendo ainda argila e outras impurezas. É uma rocha extremamente solúvel, exceto em climas secos. A dissoluçào é o processo dominante. Em água pura a calcita não é muito solúvel, mas se dióxido de carbono está presente na água, formando o ácido carbônico, o qual é capaz de dissolver muito mais calcita do que a água pura. A formação do ácido carbônico na água é expressa pela segunte reação:

H2O + CO2 ® H2CO3

Esse ácido vai reagir com a calcita formando o bicarbonato de cálcio, que se mantem em solução sendo removido pela água de subsolo.

H2CO3 + CaCO3 ® Ca(HC3)2

Em muitos calcários e similares de regiões úmidas, a dissolução é muito ativa alargando juntas e outros planos de descontinuidade gerando uma malha de grutas e cavernas.

Folhelho: é facilmente intemperizado até mais rápido do que outras rochas, pois possue grã muito fina e a abilidade de absorver água e também de expelir grandes quantidades de água.

Intemperismo diferencial: como pode ser visto anteriormente, diferentes rochas ou diferentes porções de uma mesma rocha podem ter taxas diferentes de intemperismo. Tal fato é conhecido como intemperismo diferencial.

6. PRODUTOS DO INTEMPERISMO (REGOLITO E SOLO)

O resultado do intemperismo pode ser observado em todos os lugares do globo terrestre. O produto mais evidente do intemperismo é um manto de material inconsolidado proveniente de rochas decompostas. Este manto é conhecido como regolito. O regolito forma uma capa (cobertura) contínua sobre as rochas sã situadas em uma maior profundidade. Além disso exite uma tendência universal dos processos de intemperismo de gerar formas arredondadas ou esféricas durante os ataques qúimicos e físicos.

Regolito e solo

O termo regolito vem do grego rego = coberto. É uma camada de material rochoso, macio e desagregado formado no local pela decomposição e desintegração das rochas situadas em profundidades. A espessura do regolito vai desde poucos centímetrso a até centenas de metros, dependendo do clima, tipo de rocha e tempo de atuação dos processos intempéricos. Mutas vezes em cortes de rodovias podemos observar a passagem do regolito para a rocha sã.

Muitos sedimentos depositados pelo vento, água e geleiras são algumasvezes chamados de regolito transportado para distinguir daqueles regolitos residuais produzidos pelo intemperismo.

A primeira camada do regolito é o solo. O solo é composto por pequenas partículas de rochas e minerais adicionados de matéria orgânica. O solo é tão amplamente dsitribuído e tão importante economicamente que adiquiriu uma série de definições (p.ex.: para engenheiros, geólogos, agrônomos, fazendeiros, etc.).

A transição da superfície do solo até a rocha inalterada é chamada de perfil do solo, o qual mostra uma seqüência de camadas ou horizontes, que são distintos pela composição, cor e textura. O horizonte A é a camada de solo superior e é frequentemente dividida em:

– A0 – é a superfície fina onde predomina a matéria orgânica (facilemente visível em florestas);

– A1 – trata-se de um horizonte escuro rico em humus;

– A2 – horizonte mais claro.

O horizonte B é abaixo do A e contém argilas finas e colides trazidos do horizonte A. É uma zona de acumulação e comumente possue cores avermelhadas. O horizonte C é uma zona composta por fragmentos líticos parcialmente decompostos. Os fragmentosda rocha apresentam-se intemperizados e normalmente são arredondados. O horizonte C grada para uma zona de rocha inalterada.

O tipo e a espessura do solo depende de um número de fatores sendo o mais importante o clima, tipo de rocha e topografia. O clima é sem sombra de dúvida o mais importante pois a temperatura e aprecipitação anual e trocas de estações afetam diretamente o desenvolvimento do solo.

Por exemplo, em desertos, regiões áridas, em montanhas muito altas predomina o intemperismo físico, a quantidade de matéria orgânica é mínima. O resultado é que o solo será compostos principalmente por fragmentos rochosos.

Em regiões , equatoriais, quentes e úmidas os processos químicos dominam e o solo é espesso e se desenvolve rapidamente. O perfil do solo pode atingir 60 metros ou até mais de 150 metros.

A composição mineralógica de rocha sã influencia fortemente o tipo de solo pois ela irá fornecer elementos e grãos minerais para o desenvolvimento do solo. Quartzito puro, que contém 99% de SiO2, origina um solo estéril e fino (pouco espesso).

A topografia afeta o desenvolvimento do solo devido a sua influência na taxa de erosão e na natureza da drenagem. Terras baixas, planas e com poucas drenagens desenvolvem solos ricos em vegetação decomposta e saturado em água, enquanto que inclicnações muito irregulares permitem a rápida remoção do regolito inibindo a acumulação de material intemperizado.

O tempo de atuação dos agentes intempéricos é importante no desenvovimento do solo

Esfoliação esferoidal (acebolamento)

Existe uma tendência universal observado no intemperismo que é ageração de formas esfereoidais. Essas formas se originam pois o intemperismo ataca um rocha por todos os lados ao mesmo tempo. Dessa forma a decompoição é mais rápida nas arestas e cantos. A esfera é uma forma geométrica que tem a menro superfície de área por volume.

A decomposição esferoidal ocorre tanto nas rochas como em crosntruções (p. ex:. pirâmides do Egito).

Na natureza a decomposição esferoidal ocorre tanto na superfície como há alguns metros no interior do solo.

A esfoiação esferoidal é um tipo especial de decomposiçào esferoidal. A rocha se quebra em uma série de planos concentricos e paralelos entre si. Uma comparação pode ser feita da esfoliação com a cebola (por este motivo este processo também é chamado de acebolamento). Neste caso atuam tanto o intemperismo físico como o químico.

O intemperismo físico tipo sheeting pode ser especialmente imortante principalmente em rochas graíticas.

7. CLIMA E INTEMPERISMO

O clima é o fator mais importante que influencia o intemperismo. As evidências podem ser encontradas no contraste do solo e formas topográfica resultantes do intemperismo em regiões tropicais, desertos e em regiões polares. A água é o agente intempérico mais importante na maioria dos tipo de intemperismo, influenciando-o em várias formas.

A extensão e estilo de intemperismo é controlado consideravelmente pela quantidade de água. As mudanças volumétricas causadas pelo congelamento e derretimento adicionado pela remoção de material que a água faz, pode fazer com que a rocha simplesmente se quebre.

A maioria das reações químicas requer a presença de água. Vemos assim que a quantidade de precipitação em uma área, é fatror fundamental para o intemperismo.

O total de precipitação é importante mas também alguns outros fatores podem causar mudanças neste quadro. A intensidade da chuva, variações sazonais, taxas de infiltração e escoamento e evaporação, todos esses fatores também influenciam o intemperismo e seus produtos.

Na verdade a extensão e estilo do intemperismo não são controlados exclusivamente pelo total de água,, podendo serem afetados por toutos fatores. Muitas reações são controladas pela concentração do íon hidrogênio (expressa pelo pH – 1 ácido / 14 alcalino). Por exemplo, o ferro se torna 100000 vezes mais solúvel em pH 6 do que em pH 8,5.

A tmperatura também é importante em todos os aspectos do intemperismo. No intemperismo mecânico talvez a variação da temperatura (congelamento/descongelamento da água) seja o fator mais importante.

A temperatura também influencia a taxa de reações químicas e ativiade biológica.

Talvez a melhor maneira de apreciar a influência do clima no intempersimo seja comparando a variação da espessura dos solos formados nos polos e no equador.

Em regiões de clima úmido (tropicais) o intemperimo químico rapidamente desenvolve um solo espesso. Sob estas condiçòes, os feldspatos são decompostos em argilo minerais e todos os minerais solúveis são carregados pelas águas. Somente os minerais mais insolúveis (quartzo, alumínio e ferro) permanecem, podendo gerar assim um solo estéril (pobre). A alta temperatura dos trópicos aumenta a velocidade das reações químicas, tornando a decomposição muito acelerada. O congelamento, evidentemente, não ocorrre nos trópicos, exceto nas montanhas muito altas.

Em desertos de baixa latitudes, a decomposição química é mínima devido a baixa precipitação. O solo é fino, sendo comum os afloramento de rochas frescas. Predomina o intemperismo físicao.

Em regiões temperadas de latitudes maiores, o clima varia de sub-úmido a sub-árido, sendo que a temperatura varia muito. Aqui tanto o intemperismo físico como o químico operam, desenvolvendo um manto de intemperismo com vários metros.

Já em clima polar, o intemperismo predominante é o mecânico (as temperatuas são muito baixas para reações químicas). O solo é fino e composto por fragmentos angulosos de rochas inalteradas.

8. TAXAS DE INTEMPERISMO

O intemperismo envolve processos físicos, químicos e biológicos sendo difícil fazer generalizações sobre a taxa de intemperismo.

Vários estudos nos dão, todavia, importantes dados sobre o problema sem resolve-los por completo. Taxas de intemperismo podem ser obtidas pela medição direta do intemperismo em superfícies de rochas com idades conhecidas. Monumentos, pedras fundamentais e edifícios históricos são bons exemplos.

Esses estudos mostram que vários centímetros de rochas odem ser decompostas em pucas décadas em algumas condiçòes climáticas enquanto que outras rochas permanecem inalterdas. Ex.: monumentos egípsios mantidos no Egito e aqueles levados para outros lugares como Nova York, por exemplo.

Em uma escala de tempo maior, taxas de intemperismo em lavas e cinzas vulcânicas com idades raiométricas conhecidas (ex.: Ilha de Kracatoa – 1883 tivemos uma grande erupção e 45 anos depois já existem 50 cm de solo).

Outro exemplo interessante da taxa de intemperismo são as pirâmides do Egito. As pirâmides eram recobertas por rochas mais resistentes as quais foram retiradas há aproximadamente 1000 anos para contruções de mosteiros. Depois da remoção, o intemperismo foi acelerado. As rochas mais resistentes nas pirâmidade eram granitos que até hoje permanencem inalterados. Os calcários fossíliferos que foram utilizados para a elaboração das pirâmides em si, encontram-se muito alterados.

Em resumo podemos concluir que a taxa de intemperismo varia amplamente. Três fatores influenciam esta taxa:

– clima
– componentes minerais da rocha
– quantidade de superfície de rocha exposta à atmosfera

Fonte: http://www.oocities.org/fundamentos_geologia/intemp.html

Terceiro ano – Espaço geográfico e Redes – Texto complementar

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Vivemos num mundo conectado em redes. Informações viajam virtual e instantaneamente de um canto a outro, produzindo reflexos quase imediatos em diferentes lugares do globo. Se uma empresa multinacional quebra num país emergente da Ásia, no mesmo dia, a Bolsa de Valores de São Paulo entra em crise econômica. A Guerra no Iraque, em 2003, foi toda planejada na rede virtual. Hoje podemos acompanhar as consequências das guerras, tsunamis, terremotos, enchente, sentados numa poltrona confortável em nossa casa. Somos consumidores de milhares de informações em rede mundial.
As mercadorias, por sua vez, são jogadas num circuito cada vez mais amplo de fluxo de comércio e serviços. As frutas de mesa colhidas em Pirapora, no interior mineiro, em curto tempo estão à venda nos supermercados europeus. O dinheiro transformou-se em cartão que se retira no sistema informatizado, online, em inúmeros países do mundo, por turistas que consomem freneticamente. E as pessoas nunca viajaram tanto, como turistas. Outros para trabalhar, estudar e, até mesmo, para se protegerem, como no caso dos refugiados de países em conflito. Assim, o turismo tornou-se a primeira indústria mundial em volume de negócios e o número de trabalhadores sem nacionalidade cresce assustadoramente. O mundo se move em redes, num fluxo constante de mercadorias, pessoas, dinheiro, informações.
O deslocamento sempre esteve presente na história humana. Os homens interagem com outras culturas, levando e trazendo produtos; as leituras de Marco Pólo nos ensinam que integrar culturas é fundamental para novas aprendizagens. A diferença é que hoje tudo ocorre com muita velocidade e intensidade, mudando a organização sociocultural e ambiental das paisagens.

A rede dos transportes encurtando as distâncias

O processo de globalização exige o desenvolvimento de meios de transporte cada vez mais rápidos. Para isso é necessário construir estradas, aeroportos, hidrovias. É fundamental modernizar a frota de veículos pesados e leves, de navios de carga, de aviões que atendam a intensidade de circulação de mercadorias e pessoas. Essas estruturas de apoio, por sua vez, alteram profundamente toda a região à sua volta. Veja o caso da cidade de São Paulo. A pequena vila do século XVI só virou a maior metrópole brasileira e da América Latina porque ficava num ponto estratégico às margens da estrada de ferro que ligava as fazendas de café do interior ao porto de Santos. E, hoje, os meios de transporte mudaram a espacialidade de muitas cidades brasileiras que margeiam as vias rodoviárias. Isso traz grande impacto ambiental, como o caso da BR-163, Cuiabá-Santarém, que provocou a dizimação de povos indígenas, a migração desordenada, a grilagem de terras, o desmatamento, o aumento da criminalidade e o agravamento das condições sanitárias locais.
No processo de globalização, os carros, caminhões e navios articulam um lugar com uma região, uma região com um país, um país com o continente e com o mundo. Por isso é importante discutir a circulação de pessoas e mercadorias, refletindo as permanências e mudanças na história de um lugar, em diferentes épocas. A história das ferrovias, no Brasil, contém essa memória e vem sendo resgatada como patrimônio cultural de nosso país.
Hoje, as cidades grandes e as metrópoles convivem com os problemas dos congestionamentos, falta de infra-estrutura viária que facilite o fluxo no trânsito e a poluição. Em 1970 havia no Brasil um carro para cada 38 pessoas. Em 2002, essa relação já era de um veículo para cada grupo de 10 habitantes, o que desencadeou a construção de túneis, pontes e avenidas nas grandes cidades. Até as residências foram obrigadas a se adaptar construindo as garagens. Em condomínios de luxo, é comum o número vagas na garagem ser maior do que o número de quartos. Essa mudança causa impacto no meio ambiente e na vida das pessoas.

A rede das comunicações

O planeta está plugado em rede e a grande revolução é a Internet. Ela tornou possível a transferência instantânea de dados entre qualquer parte do planeta. Vivemos num mundo online; em tempo real, tudo acontece simultaneamente no tempo e no espaço. Esse fenômeno muda a relação das pessoas com os lugares e dos lugares entre si; altera os hábitos culturais, muda os costumes, as relações sociais e econômicas. Renova empregos, gera desempregos e recria o chamado ciberespaço, o lugar passa a ser virtual, o site ou sítio onde muitos jovens, adultos e velhos se divertem, fazem compras, encontram amigos, estudam e se informam. A interação é simultânea e facilitada pelo ganho de tempo na pesquisa rápida sobre qualquer tipo de informação. As telecomunicações formam redes facilitadoras de intercâmbios entre empresas, entre elas e pessoas, entre povos e suas ideologias determinando a reorganização do território, a transnacionalização de capitais, propiciando, dessa forma, o funcionamento da economia globalizada.
Uma série de novas tecnologias, dentre elas as fibras óticas, barateou os custos e popularizou o uso dos meios de comunicação como telefones digitais, fax e computador, entre outros. A inventividade do homem permitiu o desenvolvimento das telecomunicações capazes de “reduzir” o tamanho do mundo.
A necessidade e o desejo de comunicar-se, de conhecer lugares, territórios, regiões transformaram o espaço e possibilitaram o desenvolvimento de processos que variam de dimensões em função do comércio, dos serviços e da indústria em seus movimentos de transformação. São processos que contêm um duplo movimento: de um lado, o de conectar pessoas, mercadorias e idéias e, de outro, o de excluir lugares e pessoas desse fluxo. Assim, as redes de transportes e comunicações foram modernizando-se e inserindo-se no contexto técnico-científico de cada época, aproximando/distanciando lugares e pessoas. O acesso à modernidade não ocorre de forma democrática, porque o progresso tecnológico nunca é uniforme. Excluem-se pessoas que não podem arcar com os custos ou não estão incluídas nessa cultura do instantâneo. Parcela significativa da população mundial não está conectada à Internet, e são igualmente poucos os que podem viajar de avião, trem bala, ou mesmo, deslocar-se de transporte urbano para o trabalho.
Dependendo da forma como são utilizados, os sistemas técnicos também podem ser acionados na construção de redes que provocam conflitos e desorganização do território. São as movimentações ilegais de produtos, pessoas e idéias: o cartel do narcotráfico, as máfias e gangues de drogas e sequestros, o comércio de órgãos e pessoas, a lavagem de dinheiro “sujo” e o terrorismo internacional. As redes envolvem, portanto, poder, comunicações, espaços e pessoas numa ordem e desordem espacial formal e informal, legal e ilegal.
No entanto, as redes podem ter outras intenções relacionadas com a solidariedade, a cooperação e a construção de outros modos de vida, como as ações dos Médicos Sem Fronteiras, dos grupos de Defesa dos Direitos Humanos, que movimentam pessoas e lugares.

Terceiro ano – Texto sobre monopólios

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Olá, rapaziada! ta aí um pequeno texto sobre trustes, cartéis e Holdings, tema que trabalhamos em sala mas não tem no livro didático. Boa leitura!

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